73. Sem medo de dizer adeus às sacolinhas

Finalmente os supermercados deixaram de oferecer sacos plásticos de graça. Veja como transformar o uso das ecobags num hábito.

Já faz quase duas décadas que levo minhas sacolas para o supermercado. Posso garantir que esse sistema é muito melhor não só para o meio ambiente como para a organização doméstica. E me atrevo a responder as dúvidas mais comuns…

Qual o melhor tipo de ecobag?
A que você usa por muito, muito tempo. Aqui em casa, algumas são mais velhas que meus filhos (ou seja, têm mais de dez anos). A sacola pode ser de lona de caminhão, tecido, plástico, outdoor reciclado, a mesma que sua avó levava na feira. Pode ser hype ou lesada, nova ou velha, discreta ou maluca, grande ou pequena. O importante é andar sempre com elas. O principal problema dessa alternativa é quando a pessoa vira consumidora compulsiva de ecobags, vai acumulando dezenas em casa e nunca as leva para as compras. Fique muito claro que as ecobags usam recursos naturais para serem produzidas e o simples ato de comprá-las não torna ninguém um consumidor mais consciente.

Como faço para não esquecer?
Utilize o mesmo método da escovação de dentes: hábito. Aos poucos, pegar a sacola quando pretende ir ao supermercado passa a ser automático. Enquanto isso não acontece, deixe duas ou três no carro, para garantir. E como não esquecer de levar para o carro? Quando guardar as compras, jogue as sacolas perto da porta, bem no meio do caminho. Ao sair de casa de novo, terá que esbarrar nelas. Aí é só recolher e (se estiver com pressa ou for destrambelhada como eu) atirar dentro do veículo de qualquer jeito.

Dá trabalho?
Sim. Da mesma forma que cultivar relacionamentos, ter filhos, animal de estimação, fazer exercícios, comer direito, comprar ingressos para o show da sua banda preferida. Tudo que é bom na vida demanda investimento. Além de arranjar um lugarzinho na cozinha ou área de serviço para elas (recomendo pendurar), de vez em quando será preciso lavar as sacolas. Também tenho preguiça, mas na minha opinião essa é uma das melhores maneiras de passar a limpo a alma. Quando lavo e penduro no varal as sacolas de compras me sinto muito leve. A cada dois meses mais ou menos, vale a pena economizar uns minutos de TV ou Facebook, arregaçar as mangas e deixar as sacolas tinindo. Não vou fazer propaganda enganosa: de vez em quando elas arrebentam e precisam de reparos com agulha e linha. Outra ótima ocasião para evoluir espiritualmente cultivando a humildade e contemplando o ciclo da vida e das coisas.

Com ecobag demora mais para empacotar no supermercado?
Não. Aliás é bem mais rápido do que usando saquinhos. Eu até prefiro dispensar o empacotador para agrupar de um jeito que simplifica a tarefa de guardar. Separe uma sacola para os gelados e vá juntando as compras de acordo com o armário a que se destina. Não esqueça de colocar no fundo garrafas, latas e itens mais resistentes. Se dividir igualmente o peso entre as sacolas, suas vértebras agradecerão.

Ficarei sem saquinhos para o lixo da cozinha e do banheiro?
De forma alguma. Tudo o que a gente compra — de revista a almofada, do pão de forma de todo dia ao gelo da balada — vem em saco plástico. Vá guardando, sabendo que cada tamanho tem sua função. Aqui em casa está sempre sobrando saco plástico. Se por acaso faltar, minha amiga Juliana Valentini, a inventora do saco de lixo de origami feito com jornal ensina nesse vídeo a resolver o problema: http://www.deverdecasa.com/search/label/Sacolinhas%20pl%C3%A1sticas.

Sacolinhas descartáveis feitas plástico a base de milho ou oxibiodegradável são boas para a natureza?
Não. Trata-se de um produto desnecessário, que vira lixo imediatamente e consome à toa os recursos do meio ambiente. O plástico feito com matéria prima vegetal utiliza um espaço onde poderia haver cultivo de alimentos ou preservação florestal. Já o “oxibio” é ainda pior, pois tem componentes químicos tóxicos. Como se desfaz e vira pó, depois fica impossível recolher o poluente.

Os supermercados estão sendo sacanas porque passaram a cobrar por algo que era de graça?
Não vou entrar nessa discussão, já que estou longe de ser fã das grandes corporações de varejo e de produção de alimentos. Ninguém é obrigado a comprar as embalagens que eles vendem. Nem a frequentar esses locais. Se a postura dos supermercados o incomomoda por essas e outras razões, vá mais à feira, ao mercado municipal e, melhor ainda, torne-se cliente dos distribuidores de orgânicos que fazem entregas em casa. Dicas aqui: http://conectarcomunicacao.com.br/blog/98-diga-adeus-aos-agrotxicos/.

 Pronto: agora é só desapegar dos saquinhos!

  • E aproveite o embalo para dispensar também aqueles que embrulham frutas e legumes tanto no supermercado quanto na feira. Basta pegar na mão os vegetais e levá-los para a balança e depois para casa pelados como vieram ao mundo.
  • Quando seu casamento com as ecobags estiver de vento em popa, escolha a mais bonitinha e a transforme em companheira de shopping center. A atitude vanguardista faz o maior sucesso nas lojas descoladas!

One thought on “73. Sem medo de dizer adeus às sacolinhas

  1. Claudia, eu uso ecobags há muito tempo, antes delas ganharem este nome chique (na verdade, nem sei se posso chamar de ecobags… São bolsas velhas de pano que destino para este fim). E super concordo contigo, tomara que esta praga das sacolas plásticas acabe de vez.
    Mas preciso confessar que meu grande problema continua sendo os sacos de lixo. Tenho uma mega-dificuldade para embalar meu lixo – eu também guardo todas as embalagens plásticas para isso, mas nem todas comportam o lixo, sobretudo o orgânico, que vaza. O negócio arrebenta, vai lixo pra tudo o que é lado, uma loucura. Sou xingada diariamente porque desço no meu prédio com a lata de lixo debaixo do braço e depejo tudo direto na lixeira (sem nenhuma sacola para embalar, uma vez que a própria lixeira já está envolvida num sacão plástico). Enfim, foi o jeito que encontrei. Mas nada prático. Se tiver outra ideia, me conte, please.

    Beijo grande.

  2. Oi Mari,
    Também acho meio bobo esse nome “ecobag”, mas vale tudo para a gente incentivar o hábito e deixar a coisa mais chique. Estou aqui rolando de rir só de imaginar a maluca descendo com seu baldinho de lixo orgânico. Aqui em casa não rola esse problema porque tenho composteira e minhocário, então todas as sobras da cozinha viram adubo, assim como as podas do jardim. Eu super-recomendo esse esquema. Veja lá na busca do blog “Queridas Minhocas” e “De-com-po-si-ção” que está tudo explicado. Os minhocários inclusive foram criados para resolver o problema de quem mora em apartamento e o lance vira uma atração extra para crianças, que adoram brincar com minhoca.
    Bjo!!!!

  3. Menina, vou ter que esperar um pouco pra esse minhocário – meu filho tem só um ano e certamente vai comer todas as minhocas que aparecerem. Não vai sobrar uma. Por agora, continuo descendo com a lixeira debaixo do braço – se eu sumir é porque me internaram num manicômio, peço a gentileza de alguém me tirar de lá.
    Uma coisa legal que faço aqui é jogar alguns restos de cascas nos vasos de plantas. As casca de ovo é uma super vitamina para elas. Mas ainda é pouco perto de uma composteira. Deixa Benjamin crescer mais um pouquinho e ele vai adorar a ideia.

    Beijão

  4. O minhocário é uma caixa fechada. Muito difícil a criança abrir sozinha e, se acontece, nada de tóxico há lá dentro, só uma “laminha” saudável. Vc e Benjamin estão oficialmente convidados para um passeio aqui em casa quando vierem a São Paulo, com direito a conhecer a minhocas, mexer nas plantinhas, chá de hortelã fresca tirada da horta e bolo caseiro. Just say when. Bjo!

  5. eu andei jogando restos de frutas nos meus vasos, mas eles estão mofando a terra! aliás, preciso de dicas para isso. aparecem um “pelos” brancos em cima, direto na terra mesmo. vc sabe como tirar, clau?
    mari, tem no supermercado mesmo pra vender uns saquinhos, supostamente feitos de plástico reciclado, que supostamente são melhores do que as sacolinhas tradicionais, feitas de plástico “virgem” porque supostamente embalam comida… digo supostamente porque acho que a claudia vai ter uma pesquisa no bolso e outra solução melhor 🙂

  6. Não tenho nenhuma pesquisa no bolso sobre saco plástico de matéria prima reciclada, mas quando descobrir alguma coisa eu conto. Deve ser melhor para o meio ambiente e já cheguei a comprar, mas fede para caramba (rs). Enfim, se tivesse que comprar algum saco, iria por esse caminho. Eu tenho usado tudo o que vejo pela frente para acondicionar lixo: saco vazio de ração do cachorro, embalagem de presente, papel bolha que vem com o livro que encomendei na Amazon. No Natal, fui a lixeira da família e fiz um estoque. Em qualquer lugar que eu veja alguém desperdiçando um saquinho, recolho. Às vezes, pego na rua, quando vejo que está limpo.
    Sobre usar restos de vegetais úmidos e apodrecedores para adubar plantas, realmente dá problema. Casca de ovo moída e pó de café pode jogar direto. Coisas secas (como palha de milho ou folhas secas) são ótimas para manter a fertilidade e umidade da terra. Aliás, seja num canteiro, no chão ou num vaso, o ideal é que o a terra não fique nua. Já restos de frutas etc precisa passar pelo processo de compostagem antes. Resíduos animais (tipo osso de galinha e queijo estragado) vai para o lixo mesmo, não tem jeito. Idem para cítricos (casca de bagaço de laranja, restos mortais de abacaxi). Acho mesmo que tanto a Mari quanto o Thopson iam adorar ter um minhocário em casa. Esse lance de lidar com decomposição é uma esperiência quase mística, a gente vicia. Bjos!

  7. os que eu comprei não fedem não! vou tentar ver a marca direitinho e te falo.

    algumas coisas eu não gosto de usar um saco tão resistente (tipo os de ração) porque tenho a impressão (completamente aleatória e pessoal) de que vão demorar mais para decompor no lixão. aliás, vi um saco de lixo antibactéria outro dia e fiquei transtornado! botar antibiótico no saco de lixo!!? e isso não vai contra o sentido de que o lixo precisa ser decomposto? acho um contra-senso (contrassenso?)

    os sacos de ração são bem grossos, tenho guardado para quando preciso proteger bem alguma superfície. aliás, um dia vi uma matéria sobre uma senhora que fez uma piscina de garrafa pet, costurando com fio de náilon. acho que valeria algo semelhante para forrar, por exemplo, caixotes ou mochilas 😉 e fazer um “vaso”… http://www.youtube.com/watch?v=X7KFTBzQtqA

    e plástico-bolha eu guardo até juntar um tantão. é ultrapopular no freecycle!
    bjs

  8. Faz tempo que, felizmente, não preciso comprar sacos plásticos. Mas é bom saber se existe um fornecedor menos pior.

    Me parece que sacos de ração apodrecem mais do que os que são feitos apenas de plástico, já que têm camadas de papelão.

    Esse lance do saco de lixo antibactéria é mais um sintoma da doença do nosso sistema. As pessoas querem acabar com os pequenos seres de qualquer modo, imaginando que todos são sujos e nocivos. Não percebem que sem fungos & bactérias não estaríamos vivos. Divã urgente para a galera!

    Até a semana passada eu jogava a casca de ovo inteira no minhocário, mas percebi que demora muito para decompor. Acora estou moendo no pilãozinho de mármore que tenho em casa. Vira uma farinha grossa, muito legal. Bjos!!!

  9. Claudia: Fazia tempo que não visitava seu blog e hoje entrei via “visita à galinhas” que apareceu no Face(demoro a entrar lá tb…). Aí chequei a este assunto e me interessou muito. Primeiro pq v me animou a tornar mais hábito as sacolas de pano. Tenho tres por aqui mas só lembro de levar a padaria ou quando já estou no super sem ela. Deixar no carro é uma idéia que já tive mas nunca faço, agora vou tentar fazer disso um hábito como v disse. Uso sempre as caixas de papelão. Tinha essa questão dos hortifruti, que vem em saquinhos mas não conseguia não usar e acabava achando bom para os lixos de pia e banheiro . Vou adotar a idéia de levar as frutas peladas ao caixa…mas e cebola ou frutas menores, como v faz? Saco de lixo grande acabei comprando um que me disseram mais ecológico – biodegradável D2W/oxi. Vale a pena? Quanto ao outro assunto que desencadeou, os orgânicos, tb tenho a composteira, embora seja sazonal e eu ponho sim pedaços de osso ou queijo estragado, tudo apodrece mesmo, não? Outra coisa que comecei ia fazer neste fim de semana é um suco de cascas e bagaços que vou juntando por um ou dois dias (mehor colocar na geladeira para não criar fungo) e aí bato com água no liquidificador. Por enquanto coloquei nos Plasticeruns (chifres de veado) que tenho muitos, mas a idéia é ir colocando em outros vasos e plantas. No primeiro foi casca de uva, de banana, mamão,ovo, bagaçoo e casca de mixirica…ficou até cheiroso…!! Bjs!!

  10. Oi Teca,

    Seja sempre bem-vinda. Eu levo as cebolas na mão mesmo e empilho na balança que fica no caixa. Rapidinho, turo dali a já coloco na sacola, para não atrapalhar o andamento da coisa. Não é um drama não, dá para fazer e com a prática vai ficando mais fácil. Mas cada vez menos compro essas coisas no supermercado, porque sou assinante de cestas orgânicas.
    Sobre o plástico oxibiodegradável, sou contra. Entendo quase nada de química e adoraria que alguém pudesse me dar um parecer melhor, mas pelo que tenho lido por aí trata-se de um plástico que rapidamente vira pó. Só que é feito de componentes químicos p´tencialmente tóxicos. Ou seja, provavelmente é até pior que o plástico comum porque os poluentes tornam-se invisíveis e impossíveis de recolher.
    Sobre a composteira, convido você a vir aqui em casa para a gente trocar figurinhas. Tenho composteria e minhocário. Também gostaria de ir aí ver a sua. A gente sempre aprende nessas conversas de eco-comadres. No curso de agricultura orgânica que estou fazendo, aconselham sempre a compostar (ou seja, decompor) a matéria orgânica antes de usá-la como adubo. Sei que as coisas mais secas (pó de café, casca de ovo triturada) tudo bem ir direto. Mas os restos de frutas podem atrair insetos. E é melhor evitar os cítricos em adubos, pois deixam a terra muito ácida. Bjo e apareça por aqui!

  11. Não sou anti ecológico, mas algumas perguntas não foram respondidas no ato da proibição do uso das sacolinhas pelos supermercados.

    QUEM É QUE VAI PAGAR POR ISSO.. VOCE???

    Vai resolver o problema da poluição ambiental ou vai agravar?
    E a maioria da população que não tem carro para colocar no seu porta mala uma caixa de papelão, e tem que pegar ônibus, trem, metrô? Vai carregar caixas?
    Vai ter caixas para todos?
    Utilizando sacos e sacolas de papel, vai aumentar o desmatamento?
    Sacola de pano é higiênica? O líquido de carnes, que são embalados em plásticos (POLIETILENO) em contato com tecido ou papelão não irá aumentar a proliferação das bactérias havendo risco de contaminação no produto?
    E os produtos de limpeza (cuja embalagens são de POLIETILENO), ficarão juntos com os alimentos na caixa? E o povo (a grande massa) que tem que pegar TRANSPORTE COLETIVO, terão que levar diversas caixas empilhadas no braço, uma para carne, outra para frutas (que embalamos no supermercados em sacos plásticos de POLIETILENO) e outra para produtos de limpeza?
    E o povo vai colocar o lixo aonde? Direto nas ruas? Vai ter condições de comprar sacos de lixo (POLIETILENO)?
    As resinas degradáveis são muito mais caras. Os supermercadistas irão pagar por elas ou a população, como no caso de algumas cidades em que a lei já vigora?
    Porque os donos dos supermercados pagam pelas sacolas plásticas (POLIETILENO) convencionais e querem que o povo pague pela degradável?
    E O DESEMPREGO? Hoje são mais de 30.000 empregos diretos. Virarão catadores dos lixos que serão espalhados pelas ruas?
    E os municípios que arrecadam ICMS sobre a produção das sacolas plásticas (POLIETILENO), vão perder este beneficio?
    Somente as sacolas plásticas (POLIETILENO) levam 100 anos para se decompor ? E os sacos plásticos para lixo (POLIETILENO) quantos anos levam? E o restante dos outros produtos onde as embalagens são em POLIETILENO? Será que o problema ou diferença é somente a alça da sacola plástica (POLIETILENO)?
    Se a população utiliza as sacolas plásticas (POLIETILENO) para colocar o lixo e passarem a utilizar sacos plásticos (POLIETILENO) vai diminuir o volume de plásticos nos lixões?
    Será que população irá transferir o lixo das sacolas plásticas (POLIETILENO) para os sacos: das roupas, das frutas, do arroz, da padaria, da lojinha do seu Zé, da cesta básica, pois tudo tem POLIETILENO e tudo vai para o lixo!
    EDUCAR A POPULAÇÃO OU PREJUDICAR A POPULAÇÃO?

    SÓ VAI AUMENTAR O CAOS EXISTENTE E PREJUDICAR AINDA MAIS A CLASSE MAIS CARENTE QUE DE QUALQUER FORMA IRÁ PAGAR O PREÇO.
    MAIS UMA INJUSTIÇA QUE NOSSOS REPRESENTANTES PARLAMENTARES ESTADUAIS IRÃO APROVAR EM BREVE.

    O ESTRAGO SERÁ MAIOR COM OS LIXOS ESPALHADOS NAS RUAS, SERÁ QUE O POVO CONCORDA COM ISSO? PORQUE ANTES DE APROVAR A LEI DE PROIBIÇÃO DAS SACOLAS PLÁSTICAS, NÃO OUVIRAM O OUTRO LADO, A POPULAÇÃO. TENHO CERTEZA DE QUE O POVO NÃO SABE AO CERTO DE QUE LADO FICAR, POIS ATÉ HOJE NÃO HOUVE UMA CAMPANHA DO GOVERNO EM ÂMBITO NACIONAL, ONDE SE INFORMASSE O USO CONSCIENTE DAS SACOLAS PLASTICAS E DERIVADOS DO POLIETILENO.

    É LINDO DIZER QUE SE É ECOLOGICAMENTE CORRETO (TÁ NA MODA!) QUANDO SE TEM UMA INFRAESTRUTURA LEGAL, TENDO NA PORTA DE CASA UMA LIXEIRA COM SEPARAÇÃO DE LIXO RECICLÁVEL, EMPRESAS DE COLETA DE LIXO RECICLÁVEL (CADÊ?),TENDO UM CARRO PARA COLOCAR CAIXAS DE PAPELÃO, EMBRULHAR O LIXO EM JORNAIS (QUANDO SE LEEM JORNAIS)… É LINDO PARA QUEM NÃO PEGA TREM..ÔNIBUS..ANDA A PÉ… A REALIDADE É OUTRA!

  12. Oi Maycon,
    Entendo sua indignação e também discordo da atuação do governo e das grandes empresas. Mas boicotar essa medida nã vai ajudar o povo mais carente. Um dos principais problemas provocados pelas sacolas plásticas é o entupimento dos bueiros que agrava enchentes e prejudica principalmente os mais pobres. Bangladesh foi o primeiro país a proibir as sacolas plásticas após duas enchentes que mataram milhares de pessoas (mais informações no post “Vida Plastificada”). Tem muita gente trabalhando na transformação do lixo orgânico em adubo em comunidades carentes, com ótimos resultados ambientais, econômicos e sociais (veja no Youtube o vídeo “Revolução dos Baldinhos”). Antes de existirem essas sacolas plásticas, todo mundo carregava as compras em carrinhos ou sacolas de feiras. Para quem usa transporte coletivo, é uma opção mais confortável e segura (não tem rico de rasgar). Sobre a contaminação, o jeito é lavar, algo que faça aqui na minha casa periodicamente com as próprias mãos. Dá preguiça, mas faz bem para a alma, como expliquei. Acho que nós, cidadão, deveríamos fazer a nossa parte, inclusive para poder cobrar do governo e das empresas com mais propriedade. Abraços e obrigada por visitar o blog.

  13. Não vou boicotar a proibição. Até mesmo por que não haveria como fazer (contrabando? rererer).

    Sou a favor da erradicação das sacolas, o problema em questão foi a atuação do legislativo. Eles são representantes do povo e a maioria, infelizmente, é a favor das sacolinhas. A população deveria se conscientizar em prou da conservação do meio do meio ambiente. Não apenas levantando a bandeira da ecologia, mas cuidado do meio urbano, limpeza e bons modos. Creio que isso poderá ser feito.

    As sacolinha deveriam sumir pela falta de interesse do consumidor, aí sim, seria legal. Sou a favor de ser ecoprático, mas isso custa caro, hábitos alimentares mais saudáveis, (consumir produto orgânico, por exemplo) custa caro. Nem sempre é possível viver como se quer em um páis onde o salário mínimo é 645 reais.

    Fala pra mim: O que você achou do novo código florestal?
    abraços!

  14. Estou muito triste com a aprovação do código ambiental. É uma visão imediatista e antiga de desenvolvimento, baseada na destruição da natureza enquanto hoje se sabe que a floresta de pé vale muito mais. Num primeiro momento, derrubar tudo pode até render mais dinheiro. Mas fica um rastro de devastação e miséria quase impossível de consertar depois.
    A política tradicional está podre, não só no Brasil. Na Espanha está acontecendo um movimento interessante, de pessoas que demandam mudanças profundas na estrutura política. Os partidos hoje em dia são mais ou menos iguais, nada adianta estar um ou outro no poder.
    Mas eu acredito na força dos cidadãos. No caso da floresta, a devastação só existe porque existe mercado para madeira ilegal, carne ilegal, soja ilegal etc. No blog tem o post “Vivendo em São Paulo, destruindo a Amazônia” que fala disso.
    Concordo com você que é um absurdo o preço dos orgânicos. Os pequenos produtores sofrem com um sistema feito para funcionar apenas para os grandes. Não há apoio governamental e sobram dificuldades, inclusive pelo alto custo dos impostos e legislação trabalhista. Temos que mudar essa situação. Atuar em várias frentes ao mesmo tempo. Faço para de um movimento de agricultores urbanos que está nascendo em São Paulo. Produzo parte dos alimentos que minha família consome em casa. O que sobra, distribuo para os amigos. Estamos tentando criar hortas comunitárias na cidade. Isso pode ser feito em qualquer lugar. Aos poucos, vamos mudando a realidade. Juntos. Acho muito bacana a sua indignação. Quando tivermos raiva, vamos transformar essa energia em bons exemplos, que tal? Quando todos dizem que é impossível mudar as coisas, a gente pode aos poucos ir mudando a nossa vida e mostrar que existem alternativas. Um grande abraço!

  15. Ao meu ver, o problema da polítca atual é o povo. Antigamente, não sei se pelo fato de haver menos gente no mundo, se pela maior concentração da população em pequenas regiões, mas o povo era mais presente na vida política. Cobrava-se mais dos políticos. O que vemos hoje é um distanciamento tamanho que mesmo em cidades pequenas não cobra como deveria. Dessa maneira fica fácil para eles fazerem o que querem e tomarem medidas eleitoreiras e imediatistas.

    Em relação ao código florestal, gabam-se os legisladores que o Brasil tem o código de proteção ambiental mais servero do mundo. De nada adiata tem o código se não é posto em funcionamento, somos pródigos em ter leis que não são praticadas. Leis de tránsito, leis trabalhistas e tributárias em boa parte de seus artigos não são seguidos nem se cobra daqueles que ignoram.

    Eu sou da tecla educação. A solução está na escola! É comum vermos professores reclamando que não adianta educar, porque o exemplo não seguido em casa. Por causa disso vamos desistir? Claro que não. Os adolescentes são formadores de opinião, se tiverem um contraponto eles vão parar para refletir e boa parte deles escolherão o lado certo e no futuro, quando forem pais, pasarão para seus filhos essa conduta.

    Muitos brasileiros desmatam APPs, sem sequer saber o que é isso. Nunca vi uma mídia popular explicar o que é APP, perguntei para irmã se ela sabia o que era (ela cursa o segunso ano do ensino médio), e ela não soube responder. O que significa que as escolas não estão explicando.

    Falando da horta urbana, gostaria de saber mais. É rentável no sentido, não apenas para o ambiente, mas também na questão econômica. Gostei da ideia, quero fazer também, se você puder me fornecer mais detalhes, eu agradeço. Estou formulando um trabalho de reciclagem em meu município, quando eu for fazer a propaganda aproveito para difundir a ideia. Quando começou a coleta seletiva na cidade, havia uma edesão de quase noventa por cento das pessoas e hoje, vejo o caminhão passar e encontrar resíduos em 30/40% das casas apenas. vou tentar mudar essa situação, ainda estou estudando as causas e já encontrei algumas. O trabalho trabalho de divulgação deixou de ser feito. O dia da coleta mudou diversos vezes, chegaram a passar no mesmo dia do lixo orgânico, resultado: Misturaram tudo.

    Mudando a si mesmo você muda o mundo aos poucos. Vamos mudar juntos, dicutindo ideias?

  16. Maycon,
    Concordo com você que as pessoas estão alienadas, desmotivadas, despolitizadas, o que deixa tudo mais fácil para os políticos corruptos e as empresas que querem explorar trabalhadores e enganar consumidores. Mas acredito que há um clima de despertar e que cada um de nós pode fazer muita diferença. Sobre a horta, estou aprendendo aos poucos, com muitos erros, mas já consigo ser autossuficiente em vários vegetais e gastar menos no mercado. Digitando “horta” na busca do site, você vai encontrar alguns posts que falam disso. Um jeito econômico e ecológico de melhorar a produção é fazer adubo em casa (veja o post “De-com-po-si-ção”). Não sei muito sobre o assunto, mas tenho tentado me informar e trocar experiências. Em muitos lugares do Brasil estão surgindo movimentos interessantes de revalorizar a comida produzida em casa. Veja no Youtube o vídeo “Revolução dos Baldinhos”. Vamos nessa, conversando e mudando o mundo!
    Em qual cidade você está?

  17. Concordo com a opinião do Maycon Queiroz. Muito sensata.
    Aliás,sensatos são os que percebem o reverso da moeda.Tudo polui se eu nao tiver educação e consciencia, que depende de mim para qualquer objeto estar aonde foi parar….
    Tudo depende de mim, se eu ao invés de usar 2,3,4 sacolas no supermercado, pegar somente na medida de minhas compras. Querem acabar com uma excelente embalagem porque é gratuita e simplesmente nao tem materia prima biodegradavel que supra a necessidade de substituição das de polietileno. É tudo mentira que teremos estas sacolas pois nem politica para distribuição para as Industrias possuimos. O que poderá ocorrer será cartel de distribuição e isto chamo de discriminação, que gerará sim, desemprego em massa. E os ditos ecos do planeta assistirão a toda esta demagogia satisfeitos de estarem corretos com o que pensam.

  18. Porque os ecos do planeta sempre tem a pretensao de interferir no modus vivendi das outras pessoas. Seu quero consumir é porque posso. Porque ditarem a quantidade que tenho que ter, comprar, usar, etc.
    Usar a palavra felicidade e liga-la ao consumo é demais.
    Se sou feliz é porque me sinto assim, ou tambem, se consumo pouco é porque nao tenho meios para consumir mais. Problema exclusivo de cada um. Parem de querer ditarem comportamentos corretos, voces ecos ja estao fora de moda de tanto se acharem. Se nao gostam de sacolas plasticas, usem as de tecidos e carreguem bastante peso e contraia uma lordose. Parem de repetir tantas besteiras pois nem conhecem uma Industria de Sacolas Plasticas, quantos empregos oferecem e ficam vociferando contra.

  19. Olá Maria,
    Democraticamente, fica registrada sua opinião no site. Mas seria gentil tratar com mais respeito as pessoas que se preocupam com o meio ambiente. Muitos dos que se dizem ecologistas (não posso falar por todos) fazem ativismo porque buscam um mundo mais justo, em que as oportunidades de consumir sejam mais igualitárias. O modelo que vivemos hoje concentra o poder de consumo nas mãos de poucos e gera muitos resíduos que prejudicam sobretudo as pessoas mais pobres, pois em volta dos lixões são elas que vivem, sem falar em muitos outros problemas relacionados à degradação ambiental. Sempre o argumento da geração de empregos é usado quando algo prejudica o bem comum. A indústria de cigarros, de armas, de descartáveis e muitas outras argumento que precisam manter seu modelo de negócios porque geram empregos. Mas geram empregos para uns e prejudicam muitos outros. Precisamos criar uma nova economia, baseada num ciclo virtuoso de geração de empregos em atividades que melhorem o meio ambiente e as condições de vida das pessoas. Um grande abraço!

  20. Ridiculo isso. Enquanto os barões do varejo negam as sacolas plasticas preocupados com a eco-idiotice ambiental, deveriam também se preocupar com as garrafas PET que são despejadas no meio ambiente, porem lhes falta coragem política e economica de bater de frente com as poderosas AMBEV e Cola Cola ou deveriam se preocupar com a SABESP que joga MERDA in-natura no Rio Paraíba do Sul ou no Tietê sem tratamento algum. Nosso saneamento básico é rídiculo (chega a ser pior que a do Equador e em algumas cidades pior que países africanos como Zâmbia, Tanzânia ou Botswana) e nossa reciclagem de lixo em algumas cidades e algumas capitais é quase que inexistente… Portanto, acho que tem coisa mais importante a se preocupar do que meramente as sacolinhas plásticas que vendidas, é mais uma estratégia do ganancioso Abilio Diniz e o pessoal da APAS faturarem mais. VAMOS CRIAR TAMBÉM A CULTURA DO BOICOTE NÃO COMPRANDO NOS MERCADOS QUE FZEM ESSA PALHAÇADA DA ECO-IDIOTICE!!!

  21. Só a imbecilidade tomou conta de Jundiaí… Enquanto os eco-imbecis da cidade fingem “salvar o planeta”, esquecem-se os idiotas que as garrafas PET são mais nocivas que as tais sacolinhas. E esquecem-se também que o Abílio Diniz tá rindo muito da cara dos eco-otários. Os idiotas tem que se esforçar para carregar as compras feitas no mercado dele!!!! Aí veio o golpe: Os sacos para lixo subiram estrondosamente mais de 100%, tornando o produto um luxo apenas para a Classe AAA. Então “caros defensores da Terra”, ao invés de ficarem criando propagandas hipocritas e imbecis por aí, porque não brigam por um melhor saneamento básico em nosso país, por uma melhor coleta seletiva de resíduos sólidos, pelo fim (mas fim mesmo!!) de todas as embalagens plásticas, incluindo as garrafas PET das poderosas Coca Cola e Ambev… Sabe porque isso não vai acontecer??? Porque vocês não tem coragem o suficiente para brigar por isso!!! ABAIXO A HIPOCRISIA DAS SACOLAS PLÁSTICAS JÁ!!!

    1. Oi Carlos,
      Seria muito bom se você adotasse um tom mais gentil nos seus comentários. O que o mundo está precisando é de mais cultura de paz e menos intolerância. Respondendo aos seus questionamentos:
      – Concordo que as sacolinhas são uma gota no oceano e as garrafas PET são muito piores. Aliás, o conteúdo das garrafas PET também é péssimo para a saúde. Então, evito ao máximo consumi-las. Ando com minha garrafinha não descartável de água do filtro e não tomo refrigerantes.
      – Também acho ruim a superconcentração econômica do varejo e dou preferência às lojas menores (de bairro) e à entrega domiciliar de produtos agroecológicos cultivados na minha região. Também evito o consumo de alimentos industrializados, sobretudo de grandes corporações. Se todos buscarem outras alternativas (elas existem!) e derem menos dinheiro para os tubarões da indústria alimentícia, eles perderão poder.
      – Na minha casa quase não usamos sacos de lixo porque a produção de lixo é minúscula. Toda a sucata é levada em caixa de papelão para a cooperativa. E todo o lixo orgânico é compostado para virar adubo.
      – Existe muita gente com coragem para exigir mudanças do sistema e essas pessoas estão se articulando em muitos grupos e forma de atuação. Tenho frequentado as reuniões do CADES (Conselho de Desenvolvimento Sustentável) da prefeitura na minha região de São Paulo para justamente colocar em pauta as questões realmente relevantes em termos ambientais. E recomendo a você que faça o mesmo em sua cidade ou região. É uma forma de participação política efetiva.
      – Ainda assim, há 20 anos não utilizo sacolinhas de supermercado. E acho extremamente ruim a reação que tenho visto por aí. As pessoas estão dizendo “já que os políticos são corruptos e as empresas são sacanas, deixa eu no meu comodismo continuar gastando centenas de sacolinhas plásticas”. Acho errado. Isso nivela por baixo.
      Abs!
      Claudia

  22. Cláudia,
    Estou comentando em uma postagem bem antiga porque o assunto das sacolas me interessa.
    Com 63 anos bem vividos, sou de um tempo em que as moças casadoiras incluíam em seu enxoval diversas sacolas, cuidadosamente bordadas, para o pão, farinha (sou nordestina, sim senhor), feijão e outros ingredientes.
    Íamos á feira toda semana, sem essa mania de estocar alimentos.
    É possível sim viver sem as sacolinhas, basta ter coragem de mudar.
    Cheguei ao seu blog por caminho tortuoso, me encantei e estou lendo TODOS os posts, do fim para o começo.
    Parabéns por ser mais um beija-flor nesse maravilhoso jardim que chamamos de Terra.

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