97. Alquimistas do lixo

Pingente Fênix de lata de alumínio e casca de coco (Arthur Lewis)

No domingo (11/12) vai acontecer, na Vila Madalena, o último Mercado do Beco do ano. Nesse bazar maravilhoso a principal matéria prima é lixo.

Quanto menos compras de Natal, melhor. Se é inevitável dar algum presente, vale a pena ir atrás das obras feitas com sucata pelos artesãos do Mercado do Beco. Fernanda Vaz, a curadora, garimpa há vários anos artesãos que trabalham com o reaproveitamento de sucata. Para ela, não basta o ecologicamente correto e o socialmente justo, as peças precisam ser lindas. E são!

 

Essa flor é uma garrafa pet que não vai para o lixão (Claudia Gianini)

Na edição anterior, que rolou em outubro, convidei minha filha Julieta para conhecer o Mercado do Beco. Ela, que nem sempre se anima com as maluquices verdes da mãe, topou meio arrastada. Chegando lá, ficou eufórica com tanta beleza e está contando os dias até domingo. Além de encontrar bijuterias, móveis, roupas e outros objetos, o evento terá uma programação de espetáculos e oficinas artísticas. Veja abaixo e em http://www.mercadodobeco.blogspot.com/.

 

Horário: das 13h às 21h.
Local: Centro cultural Rio Verde (Rua Belmiro Braga, 119). Fica naquele trechinho perto do Beco do Batman, da Pérola Negra e quase em frente ao Café Aprendiz. Melhor não estacionar na baixada porque quando dá tempestade aquela rua vira um rio. Ou melhor, o Rio Verde, que foi escondido pelo asfalto, reaparece. São Paulo é uma Veneza disfarçada, cidade construída entre rios e riachos posteriormente entubados. Já que entrei em outro assunto, aproveito para indicar as expedições e relatos do grupo Rios e Ruas & Árvores Vivas (no Facebook), que está redescobrindo a bacia hidrográfica paulistana.

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